É na crise que se cresce

Se antes sobravam incertezas sobre o cenário econômico nacional, agora não há mais dúvida: o Brasil passa por um momento de crise. A inflação alta força o Banco Central a manter elevada a taxa básica de juros, o que certamente refletirá por toda a capacidade de consumo e endividamento tanto de empresas quanto das famílias. Soma-se ao momento ruim a Operação Lava Jato, que tem colocado o Governo Federal - e algumas construtoras - na mira das investigações por parte da Polícia Federal.

O setor da construção civil, por sua vez, também já viveu dias melhores. Com estoques ainda significativos, as construtoras têm visto o crédito se tornar mais difícil, os preços estagnarem e até mesmo o programa Minha Casa Minha Vida atrasar - e muito - os repasses pelas unidades entregues.

Em meio a um dos cenários mais adversos das últimas décadas, há convicção de que o momento não é para pessimismo, mas para apostar em ajustes profundos. Mais do que nunca, é hora de as construtoras repensarem estratégias de mercado, o que inclui ajustes na composição das equipes de canteiro e de incorporação, revisão de lançamentos previstos e análise estratégica de landbank.

Seguindo a máxima que afirma ser a crise fértil para o crescimento, construtoras e incorporadoras de todo o País e de todos os portes devem aproveitar o momento para enxugar custos e investir em planejamento e produtividade para garantir margens de lucratividade e manter o faturamento ativo.

Adaptado de: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/164/e-na-crise-que-se-cresce-338799-1.aspx